A Evolucão da Redução da extrema pobreza no Ceará por estratos geográficos
3 de julho de 2026 - 14:57
A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza, considerando a estratificação administrativa dos municípios cearenses (Fortaleza, município da capital; entorno Metropolitano, demais municípios da RMF, e Interior, demais municípios do estado fora da RMF, tem caído. Ocorreu uma maior redução nos municípios do interior do estado, onde a proporção de extremamente pobres caiu para menos da metade, saindo de 27,8% em 2021 para 11,2% em 2025. Já em Fortaleza foi constatado um aumento contínuo no número de pessoas nessa condição nos anos de 2018 a 2024, exceto em 2025
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Nos municípios do interior do estado, mais de 852 mil pessoas saíram da extrema pobreza nos últimos quatro anos. A maior redução ocorreu no estrato formado pelos municípios do Litoral Oriental-Vale do Jaguaribe. Em todos os estratos do interior do estado o número de pessoas nessa condição caiu para menos da metade no período pós-pandemia. Nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, o cenário foi diferente. No entorno metropolitano foi observada uma oscilação ao longo dos últimos anos, com uma redução de 28,2% no número de pessoas vivendo na extrema pobreza no período de 2021 a 2025.
Em Fortaleza, entre 2021 a 2024, houve, no período, um aumento de 72% o número de extremamente pobres na capital cearense. Contudo, devido ao resultado do último ano, a incidência de extrema pobreza caiu de 6,3% em 2021 para 5,5% em 2025, que representou uma redução de 12,8% do total de pessoas nessa condição nos últimos quatro anos. Os dados que revelam a redução da extrema pobreza no Ceará, mais no interior do que na capital, estão no Enfoque Econômico (Nº 324) – A evolução da extrema pobreza no Ceará por estratos geográficos.
O estudo acaba de ser publicado pela Diretoria de Estudos Sociais (Disoc), que tem como titular o professor Meneleu Neto, do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado do Ceará. O trabalho tem como autor o analista de Políticas Públicas Jimmy Oliveira.
Ele chama a atenção para o fato de que, entre 2021 e 2025, houve redução em todos os estratos geográficos. As maiores incidências foram observadas no Litoral Ocidental e Norte e nos Sertões, enquanto a menor foi registrada em Fortaleza. Essa distância, no entanto, caiu consideravelmente em virtude do melhor desempenho dos municípios do interior do estado na redução da pobreza extrema nos últimos quatro anos.
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Em todos os estratos do interior do estado, o número de pessoas em situação de extrema pobreza caiu mais de 50%. A maior redução ocorreu no Litoral Oriental-Vale do Jaguaribe, enquanto a menor foi registrada no município da capital. O pior desempenho de Fortaleza ocorreu devido ao aumento da extrema pobreza ao longo dos últimos anos, com redução apenas em 2025 – pontua.
O ESTUDO
O trabalho teve como objetivo explorar o desenho amostral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNAD Contínua) para produzir estatísticas de pobreza para o menor nível territorial permitido pela pesquisa no Ceará. Diferentemente do Censo Demográfico, que fornece dados para o cálculo de indicadores sociais em nível municipal a cada dez anos, com a PNAD Contínua é possível calcular indicadores conjunturais relativos ao mercado de trabalho para a totalidade do País e das Unidades da Federação. Ela permite produzir indicadores trimestrais sobre a força de trabalho e indicadores anuais sobre temas suplementares, investigados em um trimestre específico ou aplicados em uma parte da amostra a cada trimestre e acumulados para gerar resultados anuais. Cabe destacar que os dados sobre rendimentos de todas as fontes utilizados para o cálculo dos indicadores de pobreza são divulgados anualmente.
Ele explicou que, de acordo com a estratificação da amostra da PNAD Contínua, os municípios cearenses foram agrupados em seis estratos geográficos: (1) Fortaleza (município da capital), (2) Entorno Metropolitano de Fortaleza, (3) Sul, (4) Sertões, (5) Litoral Ocidental e Norte, (6) Litoral Oriental-Vale do Jaguaribe. Segundo o IBGE, os estratos geográficos foram formados para que contenham municípios com alguma similaridade ou com alguma relação entre eles e para que as áreas definidas pelos estratos tenham algum significado geográfico e possam ser utilizadas como domínios de interesse. É importante destacar que a definição dos estratos geográficos da PNAD Contínua não segue a mesma lógica da divisão administrativa do estado em Regiões de Planejamento.
Clique aqui e acesse o Enfoque Econômico Nº 324 – A Evolucão da Redução da extrema pobreza no Ceará por estratos geográficos.
Assessoria de Comunicação do Ipece
(85) 2018-2461