Ipece participa do seminário Ceará Sem Fome e reforça importância das pesquisas para adoção de políticas públicas

1 de julho de 2026 - 16:25

“Nosso propósito sempre foi dizer às pessoas que estão periferia que elas têm direito à alimentação saudável e adequada, através do Bolsa Família, do Programa de Aquisição de Alimentos e de Leite, do Mais Nutrição, da cozinha e cartão Ceará Sem Fome, da transparência do Mais Infância, dos restaurantes universitários, de todas as políticas de segurança alimentar que existem no Ceará e no Brasil”. A afirmação foi de Lia de Freitas, primeira-dama do Ceará, na abertura (ontem, 30) do Seminário Ceará Sem Fome, no Centro de Eventos, em Fortaleza.

Com o tema “Soberania Alimentar e Sustentabilidade das Políticas de Combate à Fome”, o evento contou com três painéis temáticos, reunindo gestores públicos, especialistas, acadêmicos e entidades da sociedade civil. Técnicos e diretores do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), dentre eles o seu diretor Geral, professor Alfredo Pessoa, participaram o evento. O Seminário encerrou a programação do Festival Ceará Sem Fome 2026, que mobilizou milhares de pessoas em 36 festivais regionais.

O professor Alfredo Pessoa reforçou a importância da colaboração entre pesquisadores e a integração das políticas públicas são fundamentais para atender com eficiência às demandas do cidadão. “Não basta só eliminar a fome no Ceará, é preciso oferecer alimentação saudável. Políticas públicas como o Bolsa Família e o Ceará Sem Fome estão transformando essa realidade” – pontuou.

Em 2026, o Ceará Sem Fome completa três anos, com cerca de 80 milhões de refeições distribuídas e 35 mil pessoas qualificadas em todo o estado. Atualmente, o programa conta com 1.300 cozinhas em 184 municípios, preparando 130 mil refeições diárias. Além das refeições, o Cartão Ceará Sem Fome beneficia cerca de 45 mil famílias. O engajamento do Ceará no enfrentamento à insegurança alimentar foi ressaltado pela diretora de Combate à Fome e a Pobreza do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Burity.

COLABORAÇÃO E INTEGRAÇÃO

Logo após a abertura, o primeiro painel do seminário debateu indicadores e pesquisas, com a mediação do diretor de Estudos Sociais (Disoc) do Ipece, José Meneleu Neto. O analista de Políticas Públicas do Instituto, Jimmy Oliveira, apresentou o processo da definição dos critérios para definir o perfil de beneficiários do programa Ceará Sem Fome. Segundo ele, o Ceará registrou, em 2024, o menor valor de insegurança alimentar grave dos últimos 20 anos.

Estudo do Ipece mostra que, entre 2023 e 2024, a proporção de domicílios cearenses nessa situação caiu de 6,3% para 4,5%.

Esse patamar – segundo Jimmy Oliveira, é inferior, inclusive, ao observado em 2013 (5,1%), quando o Brasil saiu, pela primeira vez, do Mapa da Fome, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Já o Assessor técnico do Ipece João Victor Batista apresentou os resultados do modelo preditivo sobre o risco de insegurança alimentar no Ceará, que mostraram o impacto positivo do Cartão Ceará Sem Fome na redução desse risco.

O primeiro painel foi finalizado com a apresentação da professora do curso de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Iara Gomes, que refletiu sobre a importância de unir indicadores e pesquisas à vivência nos territórios. O Seminário foi encerrado pela Primeira Dama, Lia de Freitas, com o lançamento da Coletânea de Artigos do Programa Ceará Sem Fome, que traça um olhar amplo sobre cada eixo do programa.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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