Estudo norteia políticas públicas de prevenção à violência nos 184 municípios cearenses

13 de outubro de 2026 - 15:46

Com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de prevenção à violência e orientar a atuação governamental nos 184 municípios cearenses, com base em dados e evidências, metas inseridas no planejamento estratégico estadual, o Governo do Ceará, por meio do Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), apresentou, na manhã de hoje (13), o Índice de Prevenção da Violência dos Municípios (IPV). Também foram expostos os principais achados do Diagnóstico Consolidado para a construção da Agenda Estratégica de Prevenção à Violência 2027-2036.

Os analistas de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Cear (Ipece) Cleyber Nascimento e Victor Hugo de Oliveira apresentaram o índice de prevenção da Violência (IPV) – Fundamentos, metodologia e resultados. O Índice reúne 34 indicadores distribuídos em cinco dimensões: violência, vulnerabilidade social da juventude, economia, infraestrutura urbana e rede institucional de proteção. A apresentação do IPV foi realizada no auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag).

O IPV permite identificar os municípios que mais necessitam de investimentos e ações preventivas, considerando, não apenas os indicadores de criminalidade como os Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), mas também de fatores sociais e estruturais relacionados à violência. De acordo com Cleyber Nascimento, tendo como parâmetro do ano de 2025, os 184 municípios cearenses estão assim distribuídos, com base nos níveis de prioridade preventiva: 37 municípios foram classificados no Nível 01 (maior prioridade); 58 no Nível 2 (prioridade média) e 89 no Nível 3 (menor prioridade).

O analista afirmou, na ocasião, que a maior prioridade esteve presente em 13 das 14 Regiões de Planejamento, revelando concentrações territoriais e forte heterogeneidade entre municípios de uma mesma região. O ranking municipal e a identificação dos municípios-polo oferecem perspectivas complementares: o primeiro orienta a intensidade da atuação preventiva, enquanto os polos podem apoiar a articulação, o suporte técnico e a governança regional.

Victor Hugo, por sua vez, observou que o IPV não encerra o diagnóstico territorial. Sua utilização deve avançar do resultado global para as dimensões, os indicadores e a análise intramunicipal, incorporando dados georreferenciados, conhecimento das equipes locais e atividades de campo. “A futura Pesquisa Domiciliar de Vulnerabilidades e Prevenção da Violência poderá suprir lacunas das bases administrativas e, juntamente com o IPV, formar um sistema integrado de evidências para o planejamento, o monitoramento e a avaliação da prevenção da violência no Ceará” – ressaltou.

O ÍNDICE

Idealizado pela Coordenadoria Executiva de Prevenção à Violência (Coprev), da Casa Civil, e construído por um grupo técnico coordenado pelo Ipece, e composto por representantes da Coprev, do Ipece, da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) e das Secretarias da Educação, Proteção Social e Saúde, o IPV reúne 34 indicadores distribuídos em cinco dimensões: violência, vulnerabilidade social da juventude, economia, infraestrutura urbana e rede institucional de proteção.

A apresentação realizada hoje abordou principais achados do diagnóstico, que subsidiará a construção da Agenda Estratégica de Prevenção à Violência 2027-2036, instrumento de planejamento de longo prazo voltado à integração das políticas públicas, ao fortalecimento da cooperação entre Estado e municípios e à definição de prioridades territoriais. A proposta é orientar investimentos e ações de prevenção de forma planejada, considerando as necessidades específicas de cada região. O trabalho (nota técnica) já pode ser acessado na íntegra na página do Ipece.

Clique aqui e acesse a Nota Técnica Nº 91 – Índice de Prevenção da Violência (IPV): Fundamentos Conceituais e Metodologia de Construção.

Assessoria de Comunicação do Ipece
(85) 2018-2461