Ceará cria 12,1 mil vagas de empregos formais no 1º trimestre/2026, resultado 3,2 vezes maior que o registrado em igual período de 2025

30 de abril de 2026 - 16:58

O mercado de trabalho formal (com carteira assinada) do Ceará, em março de 2026, criou 6.629 vagas, terceiro saldo positivo consecutivo no ano, passando a registrar expressiva melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Saldo de Empregos Formais – Regiões e Estados – março de 2026

Com o resultado, o Ceará acumulou um saldo positivo, no primeiro trimestre de 2026, de 12.175 vagas, bem acima do registrado em igual período de 2025, quando foram verificadas 3.773 vagas. As 12.175 vagas criadas nos três primeiros meses deste ano representam um resultado 3,2 vezes superior ao montante em igual período do ano passado, sendo o maior saldo dos últimos sete anos para o período.

Evolução do Saldo de Empregos Formais – Ceará – Acumulado do 1º Trimestre/2020 a 2026

Ainda em função desse bom resultado, destaca-se que o estado do Ceará foi o segundo do país que mais incrementou vagas na comparação do primeiro trimestre dos anos de 2025 e 2026 cujo incremento foi de 8.402 vagas, sendo superado apenas pelo estado do Rio de Janeiro cujo variação incremental foi de 8.570 vagas. Contudo, ao se considerar a variação relativa, tomando como base o saldo acumulado de empregos formais gerados no primeiro trimestre de 2025, nota-se que o mercado de trabalho cearense foi o que registrou o maior crescimento percentual na geração de empregos formais do país de 222,7% também na comparação do primeiro trimestre dos últimos dois anos, revelando o bom momento vivido pelo mercado de trabalho formal estadual.

A análise da variação do saldo de empregos formais nos estados brasileiros, no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, evidencia heterogeneidade regional na geração de empregos, com movimentos de desaceleração em diversos estados, conforme apresentado no Mapa 1.

De forma geral, observa-se que a maior parte das unidades federativas apresentou reduções nos saldos de empregos formais em relação ao ano anterior, ainda que, em muitos casos, de magnitude moderada (faixa entre -9.999 e -1 postos de trabalho). Ressalta-se ainda que, em diversos estados, o saldo permaneceu positivo em ambos os períodos, indicando que não houve necessariamente perda líquida de empregos, mas sim diminuição no ritmo de geração, sinalizando diferentes dinamismos no mercado de trabalho formal em diferentes regiões do país.

Por outro lado, o mapa evidencia áreas de expansão do emprego formal, ainda que menos disseminadas. Nesse contexto, merece destaque o desempenho do Ceará, que apresentou uma das maiores variações positivas do país, com geração adicional de 8.402 postos de trabalho no período analisado. Esse resultado evidencia um dinamismo significativo no mercado de trabalho formal cearense, contrastando com a tendência predominante de desaceleração observada em grande parte do território nacional no período estudado. Além do Ceará, o estado do Rio de Janeiro também apresentou crescimento mais robusto, situando-se na faixa superior de variação positiva, enquanto unidades como Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Sergipe registram expansão em menor magnitude.

O Ceará, com o resultado obtido em março deste ano, de 6.629 vagas, passou a ocupar a 10ª posição nacional, mantendo ainda a segunda colocação dentro do Nordeste, que tem em primeiro a Bahia, com 14.008 vagas, mas superando de longe o Piauí, que ficou na terceira colocação na região. Os números, que tem como base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estão no Enfoque Econômico (Nº 318) – Saldo de Empregos Formais Cearense em Março de 2026, que acaba de ser lançado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

De acordo com o analista de Políticas Públicas Alexsandre Lira Cavalcante, autor do estudo e que integra a Diretoria de Estudos Econômicos (Diec/Ipece), que tem como titular o professor Ricardo Pereira, das cinco grandes atividades econômicas do Ceará em março, em quatro foram registrados saldos positivos de empregos: serviços (5.368 vagas); indústria (1.297 vagas); comércio (387 vagas); e construção (9 vagas). Já a agropecuária apresentou saldo negativo de empregos (-433 vagas) formais no mesmo período.

Saldo de Empregos Formais por Atividades Econômicas – Ceará – março de 2026

Alexsandre Cavalcante observa que três das quatro atividades da indústria registraram saldos positivos em março: indústria de transformação (1.222 vagas); eletricidade e gás (71 vagas); e indústria extrativa (47 vagas). No grupo dos serviços, as atividades que geraram empregos foram: informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2.642 vagas); administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2.146 vagas); outros serviços (552 vagas); transporte, armazenagem e correios (112 vagas); e serviços domésticos (uma vaga).

Para concluir, o Analista de Políticas Públicas do Ipece ressalta que, na análise do saldo de empregos formais cearenses por faixa etária, a de 18 a 24 anos foi a que mais criou empregos, revelando a elevada contratação de jovens no mercado do estado. Por grau de instrução, o destaque ficou por conta do ensino médio completo, com 5.719 vagas geradas. “O Ceará vem acelerando o ritmo de geração de empregos formais, especialmente de jovens com ensino médio completo e dentro do setor de serviços, superando bastante a média criada pela maioria dos outros estados da região Nordeste” – finaliza.

Clique aqui e acesse o Enfoque Econômico Nº 318 – Saldo de Empregos Formais Cearense em Março de 2026.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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