IPCA na RMF acelera em janeiro e fecha em 0,47%

11 de fevereiro de 2026 - 10:02

Em janeiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) fechou em 0,47%, bem acima do registrado em dezembro do ano passado, de 0,17%. Com isso, a inflação nos últimos 12 meses (janeiro de 2025 a janeiro de 2026) ficou em 4,43%. O IPCA nacional, no mês passado, atingiu 0,33%, mesmo percentual de dezembro de 2025. No acumulado (12 meses), a inflação no Brasil ficou em 4,44 %.

Série Histórica IPCA Mensal – Brasil e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)

Variação Acumulada por Grupos nos Últimos 12 Meses – IPCA – Brasil e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na RMF, em janeiro, apresentou variação de 0,62%, bem acima de 0,14% registrado em dezembro de 2025. Com o resultado, o INPC acumulado (12 meses) na RMF ficou em 4,60%. O nacional, em janeiro, foi de 0,39%, também acima de 0,21% de dezembro. No acumulado, o nacional fechou em 4,30%. O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos. É calculado também para dez regiões metropolitanas, além de seis municípios, que são as mesmas áreas geográficas que abrange o IPCA.

Série Histórica INPC Mensal – Brasil e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)

Daniel Suliano, analista de Políticas Públicas e autor do trabalho Termômetro da Inflação (Volume 9 – Nº 2 – Fevereiro/2026), publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), explica que, em janeiro de 2026, houve deflação em dois grupos do IPCA da RMF: -0,74% na habitação e -0,75% no vestuário, além da leve variação de 0,21% na alimentação, grupo esse com maior peso na composição do índice da região.

No entanto, a alta de 1,19% no grupo de comunicação, por conta do item aparelhos telefônicos, como alta de 3,3% e, principalmente, a elevação de 1,8% do grupo de transportes, em razão da incorporação do reajuste tarifário de pouco menos de 16% no ônibus urbano, impactou fortemente a alta dos preços no RMF. O documento já pode de ser acessado na íntegra no sítio eletrônico do Instituto.

Clique aqui e acesse o  Termômetro da Inflação – Vol. 9 ‐ edição nº 02.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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