IPCA na RMF acelera em novembro e fecha em 0,42%
12 de dezembro de 2025 - 16:48
Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), após recuar por quatro meses seguidos, de maio a agosto, e registrar deflação em outubro, acelerou em 0,42%, Com o índice da RMF no mês passado, o IPCA atingiu 3,88% no ano e em 12 meses, 4,57%.
Série Histórica IPCA Mensal – Brasil e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)
Já o IPCA nacional fechou novembro em 0,18%, o dobro do registrado em outubro, que foi de 0,09%. No ano, ou seja, de janeiro a novembro, o índice atingiu 3,92% e em 12 meses, 4,46%. Portanto, esse último resultado está dentro do teto de tolerância para a meta de inflação estabelecida para 2025. Os índices estão no Termômetro da Inflação (Volume 8 – Nº 12 – Dezembro de 2025), publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
IPCA das Regiões Calculadas
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na RMF, em novembro, atingiu 0,37%, acima de 0,01% registrado em outubro. Em 12 meses acumula 4,49%. Já o índice nacional ficou, no mês passado, em 0,03%, repetindo o mesmo índice de outubro. Em 12 meses atingiu 4,18%. O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos. É calculado também para dez regiões metropolitanas, além de seis municípios, que são as mesmas áreas geográficas que abrange o IPCA.
De acordo com o analista de Políticas Públicas e autor do trabalho, Daniel Suliano, em novembro três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados do IPCA da RMF ficaram praticamente estáveis, com destaque para os transportes (0,00%) e alimentação (0,02%), considerando que apresentam os maiores pesos na composição do IPCA da RMF. Adicionalmente, houve deflação nos grupos artigos de residência e comunicação. O grupo alimentação e bebidas, após apresentar deflação por quatro meses de forma ininterrupta, elevou-se levemente em outubro e novembro.
Ele observa que a alta dos preços em novembro na RMF foi influenciada pelo grupo habitação ao incorporar o reajuste de 7,80% nas tarifas de água e esgoto e os 2,29% da energia elétrica residencial por conta da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, a mesma do mês anterior, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Clique aqui e acesse o Termômetro da Inflação – Vol. 8 ‐ edição nº 12.
Assessoria de Comunicação do Ipece
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