João Mário: Ipece tem prestado relevantes contribuições ao Governo do Ceará ao longo dos seus 18 anos

14 de abril de 2021 - 14:59

“O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) tem prestado relevantes contribuições para o Ceará, fruto do engajamento dos que fizeram e fazem atualmente o Instituto. Seu trabalho é reconhecido não só no Ceará, mas no Brasil e internacionalmente, inclusive servindo de modelo para outros Institutos de Pesquisa Regionais”. A afirmação é do professor João Mário Santos de França ao participar, na manhã de hoje (14), da edição especial do Fórum Ceará em Debate em comemoração aos 18 anos de criação do Ipece.

De acordo com João Mário, os estudos produzidos pelo Ipece nas áreas social, econômica, gestão pública e de geografia e cartografia, chamam atenção por suas qualidades técnicas, permitindo com isso uma melhor elaboração de estratégias e políticas públicas para o desenvolvimento do Estado do Ceará. O Fórum (17ª edição), transmitido por redes sociais (live), teve como tema “A economia do Ceará em 2020 e perspectivas para 2021”, abordado por Adriano Sarquis, titular da Diretoria de Estudos Econômicos (Diec), e pelos analistas Políticas Públicas Alexsandre Lira e Nicolino Trompiere, todos do Ipece.

O evento, que teve o apoio da Escola de Gestão Publica (EGP) do Governo do Estado, contou com a participação de Mauro Benevides Filho, secretário do Planejamento e Gestão, e de Flávio Ataliba, secretário Executivo de Planejamento e Orçamento da Seplag. Para Mauro Filho, o Ipece “se consolidou ao longo dos anos pelo papel que passou a ter nas políticas públicas. No Ceará fez uma interface com as secretarias”. Ele salientou que “na abordagem do seminário penso que devemos entender 2020 como um ano de profunda retração econômica e 2021 como um ano para compor as perspectivas”. Já Flávio Ataliba, ex-diretor geral do Instituto, destacou também a relevância do trabalho realizado pela equipe técnica do órgão contribuindo com estudos e análises aprofundadas para subsidiar importantes decisões governamentais.

BOLETIM DA CONJUNTURA

Durante o evento comemorativo foi lançado o Ipece/Conjuntura – Boletim da Conjuntura Econômica Cearense (4º Trimestre de 2020). A publicação apresenta análises do cenário econômico internacional e nacional, os quais servem para fundamentar a reflexão sobre o desempenho da atividade econômica do Ceará. O Boletim contempla uma série de seções envolvendo indicadores que traduzem o dinamismo conjuntural da economia cearense a partir das três grandes atividades: agropecuária, indústria e serviços. O Mercado de Trabalho tem como base a PNAD contínua do IBGE e a evolução do emprego formal a partir dos dados do Ministério do Trabalho (MTb). Comércio Exterior e Finanças Públicas são outros dois temas também contemplados no documento.

O Ipece/Conjuntura, que serviu de base para o debate, mostra que os efeitos econômicos da pandemia da Covid nos diversos segmentos produtivos influenciaram negativamente o comportamento da economia cearense em 2020, com o PIB registrando uma queda de 3,56%.  Observa que, similarmente, a economia brasileira também sofreu com os impactos econômicos negativos da pandemia, prejudicando o ambiente de negócios e fazendo com que o PIB nacional também registrasse uma queda (-4,1%).  No entanto, “apesar do recuo observado, as perdas registradas foram menores do que o esperado quando do momento mais agudo da crise, ainda na primeira metade do ano”.

Para 2021, as incertezas presentes na economia são relevantes. Mas, em linhas gerais, os economistas do Ipece, diante do tombo observado no ano passado, acreditam que o ano seja positivo para todos os setores da economia, mas com diferentes intensidades entre os diversos setores. A pandemia continua presente e continuará enquanto a vacinação não for acelerada. A ocorrência de uma segunda onda de contaminação mais intensa e mais grave traz de volta a necessidade da adoção de medidas de controle sanitário, impondo restrições às atividades econômicas.

E a duração de tais medidas é desconhecida e está associada ao desenrolar do processo de vacinação em massa, que ainda ocorre de forma muito lenta. “Os efeitos econômicos desse quadro devem se fazer presentes ao longo do primeiro semestre e a intensidade é incerta. De todo modo, a economia cearense deverá se recuperar, mesmo que parcialmente, em um ambiente caracterizado por elevadas incertezas, sobretudo no primeiro semestre. No segundo semestre, principalmente com o avanço esperado da vacinação, deverá ser menos nebuloso e o crescimento deve ocorrer mais fortemente”.

Clique aqui e acesse o Ipece Conjuntura Nº 04 / 2020.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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