Primeira edição do Farol da Economia cearense de 2022 é lançada pelo Ipece

7 de abril de 2022 - 15:18

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) do Estado do Ceará, acaba de publicar, por intermédio da Diretoria de Estudos de Gestão Pública (Digep), nova edição – a primeira do ano – do Farol da Economia Cearense (nº 01/2022). O trabalho disponibiliza dados, informações e análises sucintas para que os tomadores de decisão e demais partes interessadas tenham elementos para avaliar prospectivamente os rumos das economias do Brasil e do Ceará. A nova edição do Farol já pode ser acessada no www.ipece.ce.gov.br.

O documento, que traz no seu final uma síntese e perspectivas econômicas, afirma que o ano de 2022 iniciou trazendo vários desafios a serem enfrentados. A pandemia de covid-19 voltou a assustar a população brasileira com a disparada de novas contaminações, em janeiro, provocadas pela variante Ômicron. A China permanece sob intensa vigilância com a instalação de novos lockdowns, depois que um surto de novos casos de covid-19 eclodiu em março. A pressão inflacionária, intensificada pelos efeitos da pandemia, que comprimiu com vigor a renda das famílias. Nos Estados Unidos, o índice de inflação registrou, em fevereiro, a maior alta dos últimos 40 anos. No Brasil, o índice voltou a cruzar a marca dos dois dígitos, algo que não acontecia desde 2015.

GUERRA

O estouro da guerra provocada pela invasão da Rússia à Ucrânia foi o fator de maior surpresa nesse início de ano. O conflito gerou tensões diplomáticas e perturbações nos mercados, com impactos imediatos e de maior intensidade sobre o preço do petróleo, cujo barril passou a atingir patamares acima de US$ 100. Nesse contexto, o cenário internacional se direciona para uma política monetária mais restritiva, com bancos centrais de vários países elevando as taxas de juros de suas economias, como tentativa de contornar a perda de valor de suas moedas. As expectativas para este ano, são de que ocorra uma desaceleração da economia mundial, com projeções de menores taxas de crescimento em quase todos os países.

No Brasil, a disputa eleitoral deve trazer doses a mais de incertezas. A polarização política deve esquentar os debates e deixar hesitações quanto ao rumo de condução das políticas ficais e monetárias dos próximos meses. As projeções do crescimento brasileiro para 2022 seguem a mesma tendência das projeções internacionais. “Espera-se uma tênue variação do PIB, com estimativas de crescimento em torno de 0,5%. A taxa de juros brasileira também deve permanecer em patamares elevados até o fim de 2022, com projeções para atingir 13%, ao longo do ano”.

Os empresários – observam os autores do documento – possivelmente permanecerão cautelosos diante da crise de abastecimento de insumos provocada pela pandemia e, consequentemente, da alta dos preços das matérias-primas. Situação piorada com a eclosão da guerra que desajustou o comércio e a logística das rotas de mercadorias internacionais. Ainda assim, há expectativas para o retorno dos níveis de produção industrial, baseadas na tendência de normalização das atividades econômicas, maior circulação de pessoas e no fortalecimento dos serviços. Conjuntura prevista frente à redução de casos graves e mortes provocadas por covid no país.

CEARÁ

No Ceará, há expectativas de que o PIB cresça em torno de 1,25%, projeção superior à esperada para o crescimento nacional, de 0,5%. As pesquisas de sondagens industriais de março revelaram que, mesmo havendo um recuo na confiança do empresário industrial cearense, ainda há otimismo no que tange ao futuro, com expectativas de aumento da demanda e do crescimento do volume de bens exportados. Os dados positivos do mercado de trabalho cearense do mês de fevereiro reforçaram as expectativas de retomada dos empregos.

As projeções apontam para o fortalecimento das atividades sociais, da indústria e dos serviços, possibilitada pelo consistente avanço da vacinação no estado. O que traz perspectivas de promoção de mais postos de trabalho em 2022. As incertezas do ambiente econômico cearense pairam sobre os mesmos riscos associados ao contexto nacional. De um modo geral, incertezas sobre o real controle da pandemia, os danos causados pela alta inflação, a elevada taxa de juros que desencoraja o investimento de capital fixo e os efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia que afetam os mercados.

PUBLICAÇÃO

O Farol da Economia Cearense, que é composto por 42 páginas, está dividido em cinco partes. A primeira apresenta as expectativas para o Cenário Mundial, enquanto a segunda mostra as perspectivas para o Cenário Macroeconômico brasileiro, observando aspectos como PIB, produção industrial, inflação, juros, câmbio, balança comercial e investimento. A terceira seção traz as expectativas para a Economia Cearense. Na quarta seção são apresentadas análises quanto à Incerteza da Economia e Confiança de Consumidores e Empresários. E, por fim, na quinta e última parte é feita uma Síntese das Análises e Perspectivas Econômicas. O Farol foi elaborado por Marília Rodrigues Firmiano, diretora da Digep, e por Luciana Paixão Maciel Machado, assessora Técnica da mesma diretoria, tendo como colaboradores Aprígio Botelho Lócio, Tiago Emanuel Gomes dos Santos, Ana Cristina Lima Maia, e Alexsandre Lira Cavalcante.

Clique aqui e acesse o Farol da Economia Cearense – Nº 01 / 2022.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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