Ipece lança seminário para promover maior aproximação com o meio acadêmico

16 de março de 2018 - 14:01

“A balança comercial é uma restrição ao crescimento econômico dos estados brasileiros? Uma análise para o período de 1991 a 2009” foi o tema do primeiro Seminário Acadêmico do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), realizado na manhã de hoje (16) no auditório do Instituto. O diretor Geral do Ipece, professor Flávio Ataliba, ao abrir os trabalhos do seminário, ressaltou a importância de estreitar a relação entre o Instituto e o mundo acadêmico (universidades), iniciativa que, com certeza, vai gerar, cada vez mais novos conhecimentos.

Para iniciar o Seminário Acadêmico, o Ipece convidou Felipe de Sousa Bastos, um dos autores do artigo “A balança comercial é uma restrição ao crescimento econômico dos estados brasileiros? Uma análise para o período de 1991 a 2009”,  juntamente com Guilherme Irffi e Ivan Castelar, todos do Programa de Pós-Graduação em Economia (CAEN) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele fez a exposição para diretores, técnicos e analistas de políticas públicas do Ipece, seguido de debate.

De acordo com Felipe Bastos, o trabalho apresentado investiga se há de fato uma restrição imposta pelo balanço de pagamentos – via relação entre as elasticidades-renda das importações e das exportações – sobre o crescimento econômico dos estados brasileiros. Para responder a esta indagação, o estudo buscou evidências da validade da Lei de Thirlwall para a economia dos estados brasileiros no período 1991-2009, a partir da estimação das elasticidades-renda das exportações e importações. Ao analisar as elasticidades – explica – foi verificado que a elasticidade-renda das importações é superior à elasticidade-renda das exportações.

Ele observou que a partir de um crescimento proporcional na renda interna e externa, é possível afirmar que há um crescimento relativamente maior das importações quando comparado ao das exportações. Tal fato gera uma distorção na balança comercial, restringindo o crescimento econômico dos estados brasileiros. “Sendo assim, são necessárias políticas macroeconômicas e industriais que visem, por exemplo, à diversificação dessa pauta e uma maior abertura comercial, através do desenvolvimento tecnológico e da busca por novos mercados para compensar esta restrição do balanço de pagamentos. Caso contrário, conforme os pressupostos do modelo de Thirlwall, a economia dos estados brasileiros estaria então fadada a um crescimento mais lento quando comparado ao crescimento de estados, regiões e/ou países mais desenvolvidos” – concluiu.

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