Nova edição do Ipece Informe analisa sazonalidade no saldo de empregos celetistas do Ceará de 2004 a 2017

15 de março de 2018 - 13:09

Com o objetivo analisar o componente sazonal do saldo da criação de empregos formais no Ceará e no Brasil durante o período de 2004 a 2017, o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), através da Diretoria de Estudos de Gestão Pública (Digep), acaba de publicar o Ipece/Informe nº 124 (março de 2018) – Sazonalidade no Saldo de Empregos Celetistas do Ceará (2004-2017). O documento estima os efeitos sazonais médios de cada mês do ano, o que permite verificar em que épocas há um padrão que favorece a obtenção de saldos positivos e negativos. Adicionalmente, no caso cearense, são analisados os padrões setoriais que ajudam a entender o comportamento dos saldos totais.

De acordo com o diretor do Digep, Cláudio André Gondim Nogueira, é possível visualizar o comportamento do saldo mensal de empregos celetistas do Ceará durante o período de janeiro/2004 até dezembro/2017. “A série exibida aparenta um comportamento cíclico e repetitivo ao longo do período considerado, ou seja, há efeitos sazonais relevantes na série” – observa. Ele acrescenta que o Brasil, considerando o mesmo período, também exibe um padrão sazonal, mas que difere parcialmente do padrão cearense. No caso, a série brasileira apresenta fortes efeitos sazonais no mês de dezembro, enquanto que no caso cearense são identificados movimentos repetitivos e relevantes também em outros meses.

O estudo mostra que o saldo de empregos formais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, tanto do Brasil como do Ceará, possuem comportamentos cíclicos e repetitivos, ao longo do período entre 2004 e 2017. Para Cláudio Nogueira, o conhecimento dos efeitos sazonais é fundamental para se entender o comportamento e a tendência de tão relevante indicador econômico, tornando possível antecipar, mesmo que parcialmente, os movimentos esperados no saldo da geração de empregos ao longo do tempo, inclusive indicando quais setores, de acordo com suas dinâmicas características, que mais podem ajudar ou prejudicar a criação de novas vagas formais em determinado mês.

Esse conhecimento também permite a avaliação mensal da performance da criação ou da destruição de empregos formais do Estado, verificando-se se o comportamento atual do indicador diverge pouco ou muito de seu padrão histórico – ressalta Cláudio Nogueira, autor do documento, juntamente com Alexsandre Lira Cavalcante, analista de Políticas Públicas do Ipece. Para concluir, ele afirma que observar os fatores de escala pode ser importante no contexto das políticas públicas, pois os diagnósticos da situação do mercado de trabalho formal podem dar base para iniciativas que estimulem a maior criação de empregos formais, o que é fundamental especialmente em períodos recessivos.

Clique aqui para acessar o Ipece Informe Nº 124 – Sazonalidade no Saldo de Empregos Celetistas do Ceará (2004-2017).

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