IPCA na RMF desacelera em janeiro de 2018 e fecha em 0,34%

15 de fevereiro de 2018 - 08:02

No primeiro mês de 2018, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) desacelerou em relação a dezembro de 2017 (0,54 por cento), fechando em 0,34 por cento, mesmo comportamento verificado quando comparado com janeiro do ano passado, quando o índice ficou em 0,62 por cento, ou seja, 0,28 ponto percentual abaixo.  É o que revela a publicação Termômetro da Inflação (fevereiro de 2018) – Edição 02, disponibilizado hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

Dentre as 13 regiões pesquisadas pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), a RMF, com o resultado do IPCA de dezembro, ficou em sexto lugar, cabendo a Vitória o primeiro (0,70 por cento), seguido por Porto Alegre (0,68 por cento); Rio de Janeiro (0,42 por cento); Belo Horizonte (0,36 por cento) e Salvador, com 0,35 por cento. A maior baixa foi em Brasília, com -0,15 por cento. O estudo foi realizado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto, tendo como autor Daniel Suliano, analista de Políticas Públicas, e como colaboradores Aprígio Botelho, assessor Técnico, e Matheus dos Santos Carvalho, estagiário.

Já o IPCA nacional ficou em 0,29 por cento em janeiro de 2018, abaixo do registrado em dezembro, quando havia apresentado alta de 0,44 por cento. De acordo com o IBGE, o IPCA deste de janeiro foi o mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. O documento destaca que em todas as regiões pesquisadas pelo SNIPC, a variação da inflação acumulada nos últimos 12 meses encontra-se abaixo do limite do teto da meta de 4,5 por cento estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Na Região Metropolitana de Belém, o acumulado dos últimos 12 meses encontra-se em apenas 0,84 por cento, mas no município de Goiânia registra a maior alta: 3,60 por cento.

No IPCA nacional, a desaceleração verificada em janeiro levou o acumulado dos últimos 12 meses recuar ainda mais abaixo do limite inferior do teto da meta de 4,5 do CMN, ao registrar 2,86 por cento. Na RMF, o acumulado dos últimos 12 meses caiu abaixo dos 2 por cento (1,99 por cento). Em janeiro, o Grupo Habitação e Vestuário foram os dois únicos que apresentaram recuo tanto na RMF como no nacional. No nacional, o recuo foi de 0,85 por cento e 0,98 por cento e na RMF a deflação foi de 0,52 por cento e 0,28 por cento, respectivamente.

Já o Grupo de Transportes e Alimentação e Bebidas foram os dois que mais aceleraram tanto no nacional como na RMF. No nacional a variação foi de 1,10 por cento e 0,74 por cento, respectivamente, enquanto na RMF registrou-se 0,56 por cento e 0,87, respectivamente. O recuo dos preços no Grupo de Habitação foi impulsionado pelo Item Energia Elétrica, com queda de 4,73 por cento no nacional e 4,55 por cento na RMF. O IBGE destaca que isto se deve ao fim da cobrança do adicional de R$ 0,03 por cada kwh consumido referente a bandeira vermelha patamar 1 que vigorava em dezembro.

Dentro deste grupo, cabe também destacar o Item Taxa de Água e Esgoto com variação de 0,12 por cento no nacional e 1,43 por cento na RMF. No Grupo de Transportes o destaque foi para o Item de Combustíveis, com variação de 2,58 por cento e 2,50 por cento no nacional e na RMF, respectivamente. No Brasil, a aceleração de dezembro para janeiro do Grupo Alimentação e Bebidas foi resultante da alta do tomate (45,71 por cento) e batata-inglesa (10,85 por cento). Na RMF, Grupo que teve a maior aceleração na região, o destaque é para o Item Tubérculos, Raízes e Legumes (26,04 por cento) e Frutas (6,32 por cento).

INPC MENSAL

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na RMF desacelerou 0,37 por cento com relação a dezembro de 2017. Em janeiro do ano passado, o índice havia registrado 0,67 por cento. No nacional, houve também desaceleração de 0,23 por cento, com relação a dezembro do ano anterior. A contínua queda do INPC permitiu que a inflação da RMF, com base neste índice, registrasse uma mínima de 1,61 por cento no acumulado dos últimos 12 meses. O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos.

Clique aqui para acessar o Termômetro da Inflação – Fevereiro 2018 – edição nº 02.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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