IPCA na RMF acelera e atinge 0,41% em outubro e acumulado no ano chega a 1,89% e nos últimos 12 meses totaliza 2,63%

24 de novembro de 2017 - 14:55

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) ficou, em outubro de 2017, em 0,41 por cento, o que representou forte aceleração em relação ao índice de setembro, de 0,16 por cento. Também ocorreu crescimento em comparação com outubro de 2016, quando a variação foi de 0,39 por cento. Nos últimos 12 meses, o INPC na RMF totaliza 2,63 por cento. O acumulado no ano, ou seja, de janeiro a outubro, atingiu 1,89 por cento, bem abaixo do registrado em igual período do ano passado, quando o índice ficou em 7,55 por cento.

Os dados estão no Relatório de Inflação nº 22 – outubro de 2017, publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O trabalho também mostra que o IPCE nacional, em outubro, ficou em 0,42 por cento, também com forte aceleração com relação a setembro, e acima do registrado em outubro de 2016 (0,26 por cento). De acordo com o IBGE, no ano, o IPCA nacional acumula alta de 2,21 por cento, bem abaixo dos 5,78 por cento registrados em igual período do ano passado, sendo, ainda, o menor acumulado no ano registrado em um mês de outubro desde 1998 (1,44 por cento).

Elaborado por Daniel Suliano, analista de Políticas Públicas do Instituto e pelo estagiário Matheus dos Santos Carvalho, o trabalho, tendo como base dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, dentre regiões (13 cidades/regiões metropolitanas) pesquisadas pelo Sistema nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC), Brasília é a única que acumula alta nos últimos 12 meses acima de quatro por cento (teto da meta estabelecido pelo Conselho Monetário Naciona): 4,12 por cento). A região Metropolitana de Recife, que até recentemente apresentava a maior alta, acumula nos últimos doze meses inflação de 3,67 por cento.

No que tange aos grandes Grupos do IPCA na RMF, o Habitação, ao lado de Vestuário, registraram forte aceleração, com variação de 1,63 por cento e 1,55 por cento, respectivamente. No caso de Habitação, com peso de pouco mais de 14 por cento no IPCA da RMF, o grupo passa a ser um dos grandes responsáveis pela aceleração inflacionária no mês, tendo como destaques os itens Combustíveis Residenciais e Energia Elétrica Residencial, com variação de 7,75 por cento e 5,37 por cento, respectivamente. Os que apresentaram os menores índices foram: Despesas pessoais, com -0,25 por cento; Educação, com -0,04 por cento, e Comunicação, com -0,01 por cento.

 

INPC

 

Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)  registrou aumento de 0,43 por cento na RMF, revertendo o recuo de -0,04 por cento no mês de setembro. No nacional, houve também aceleração, de magnitude de 0,37 por cento. Não obstante esses aumentos, o acumulado dos últimos 12 meses da RMF ficou em 2,48 por cento e o nacional em 1,83 por cento. É importante também destacar, segundo Daniel Suliano, que o acumulado dos últimos 12 meses da RMF registrava 10,89 por cento, enquanto no Brasil era de 8,50 por cento. O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos. É calculado também para dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e Brasília, que são as mesmas áreas geográficas que abrange o IPCA.

Clique aqui e acesse o Relatório de Inflação – Outubro 2017 – edição nº 22.

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