Ceará gera postos de trabalho com carteira assinada pelo quinto mês consecutivo e fecha outubro com 2,9 mil vagas

22 de novembro de 2017 - 16:03

O Ceará gerou, pelo quinto mês consecutivo, vagas de trabalho com carteira assinada, finalizando outubro de 2017 com a criação de 2.918 postos. O resultado é bem diferente do que ocorreu em igual mês de 2016, quando foram extintas 2.285 vagas. Em dez meses, o Ceará registrou saldo positivo em seis. O Estado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, ficou na nona posição na geração de emprego com carteira assinada em outubro, enquanto alagoas ocupou o primeiro lugar, com 16.393 postos, seguido por São Paulo (11.349 vagas), Pernambuco (8.718 vagas) e Santa Catarina (8.611 vagas). A boa notícia está no Enfoque Econômico (nº 170) – Desempenho do Emprego Celetista Cearense em Outubro de 2017, lançado hoje pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado do Ceará.

O estudo revela que grande parte dos quase três mil empregos gerados com carteira assinada em outubro de 2017 ocorreu no interior do Ceará, responsável por 803 vagas. A Região Metropolitana de Fortaleza respondeu pelos demais 1.115 postos de trabalho. Dentro do ano, é o oitavo mês que o interior cearense apresenta um resultado no saldo de empregos melhor em relação a Região Metropolitana de Fortaleza, tanto por apresentar saldos positivos maiores (junho, agosto, setembro e outubro) ou saldos negativos menores (janeiro, março, abril e maio). Portanto, é possível notar que o interior tem sido o grande responsável pela geração de empregos com carteira assinada no Ceará, acumulando um saldo positivo de 3.815 vagas, contra um saldo negativo de 4.684 postos da Região Metropolitana de Fortaleza.

Dos 184 municípios cearenses, 87 apresentaram, em outubro, saldo positivo, 30 do nulo e 67 saldos negativo. A cidade de Fortaleza foi destaque com a maior geração de vagas de trabalho celetista (915 vagas); seguida por Sobral (665 vagas), Morada Nova (333 vagas), Horizonte (205 vagas) e Juazeiro do Norte (202 vagas). A Capital alcançou esse saldo graças ao setor do comércio varejista, que empregou 426 trabalhadores; seguido pela Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (265 vagas); Indústria têxtil do vestuário e acessórios (174 vagas) e Construção civil (148 vagas). O bom desempenho de Sobral foi consequência da Indústria de calçados, que contratou 482 trabalhadores; seguido pelo setor de Serviços médicos, odontológicos e veterinários (115 vagas) e a Construção civil (67 vagas).

Já os maiores saldos negativos foram verificados no Eusébio (-161 vagas); seguido de Russas (-139 vagas), Icapuí (-131 vagas), Limoeiro do Norte (-108 vagas) e Aquiraz (-84 vagas). O trabalho, que tem como autores Alexsandre Lira Cavalcante, analista de Políticas Públicas, e os estagiários Matheus dos Santos Carvalho e Heitor Gabriel Silva Monteiro, todos do Ipece, observa que o resultado de Eusébio foi “influenciado pelo setor de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos, que destruiu 161 vagas de emprego; seguido pelo Comércio atacadista que fechou 31 vagas e pelo setor de Serviços de alimentação e alojamento, com 23 vagas a menos”.

O Enfoque também traz a informação sobre a dinâmica da geração de empregos com carteira assinada para o acumulado do ano e para o acumulado até outubro nos últimos oito anos. No último ano esses dois dados são exatamente iguais. Alexsandre Lira explica que o saldo de empregos cearense no acumulado do ano de 2014 foi positivo, passando a registrar saldos negativos em 2015 (-34.336 vagas) e 2016 (-37.181 vagas). “Ao se observar apenas o acumulado até outubro dos últimos três anos, o saldo negativo de empregos foi nitidamente decrescente, revelando o início de uma inversão do quadro de crise iniciado em 2015” – ressalta.

 

BRASIL

 

O Brasil criou, de acordo com o CAGED,  76.599 vagas com carteira assinada em outubro de 2017, representando o sétimo saldo mensal positivo consecutivo do ano. Isso fez com que o país passasse de um quadro de fechamento de vagas (-78.765 em outubro de 2016) para um saldo positivo de empregos. Vale ressaltar também que, na ótica nacional, esse saldo foi o maior desde setembro de 2014, revelando uma retomada da criação de empregos em um bom ritmo, principalmente a partir de abril desse ano. No acumulado do ano, o país gerou 302.189 empregos celetistas, dados já ajustados, revertendo, assim, a destruição de postos de trabalho observada para o mesmo período dos anos de 2015 (-786.694 vagas) e 2016 (-730.417 vagas), passando a apresentar prognósticos favoráveis em comparação com os resultados dos últimos dois anos.

Os dados obtidos para as cinco grandes regiões do país mostram que apenas na região Centro-Oeste não foi registrado criação de empregos com carteira assinada em outubro de 2017. A região Nordeste foi o destaque com criação de +37.801 vagas, seguida pelas regiões Sul, (+21.444 vagas), Sudeste (+13.552 vagas) e Norte (+4.210 vagas). A região Centro-Oeste apresentou uma leve perda de vagas apresentando um saldo negativo de 408 postos de trabalho.

Clique aqui e acesse o Enfoque Econômico Nº 170 – Desempenho do Emprego Celetista Cearense em Outubro de 2017.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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