Dos 184 municípios do Ceará, 87 melhoram e 91 pioraram o IDM em 2016 em relação a 2014

10 de novembro de 2017 - 14:37

Dos 184 municípios cearenses, um total de 87 melhorou no ranking do Índice de Desenvolvimento Municipal de 2016, enquanto 91 pioraram, o que representa equilíbrio, e seis continuaram nas mesmas posições de 2014 para 2016. Mas a probabilidade de se manter na própria classe (são quatro) é sempre elevada: 90,76 por cento.  É o que constata o Ipece/Informe (nº 120 – novembro 2017), que tem como título “Análise comparativa das Distribuições dos Municípios Cearenses Segundo o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) – 2014 e 2016”. O estudo efetua uma análise entre as duas publicações e reforça, pelos resultados de 2016, a necessidade de considerar “as desigualdades regionais e municipais quando da elaboração de políticas públicas, para tentar melhorar a distribuição de recursos entre os municípios menos favoráveis”.

Em 2016, segundo o trabalho, oito municípios se mantiveram dentre os dez melhores como em 2014. Apenas Paracuru e Paraipaba entraram no grupo dos dez melhores e Caucaia e Ibiapina saíram. Mais especificamente, Paracuru avançou da 39ª para a 7ª posição e Paraipaba passou da 29ª para a 10ª posição. São Gonçalo do Amarante e Sobral continuaram exatamente nas mesmas posições de 2014 (3ª e 8ª posições). Dentre os dez melhores, quatro municípios subiram de posição: Eusébio (+1), Horizonte (+3), Paraipaba (+19) e Paracuru (+32), enquanto quatro pioraram no ranking: Fortaleza, Aquiraz, Maracanaú pioraram em uma posição e Barbalha em três lugares. O Ipece/Informe pode ser acessado, na íntegra, no www.ipece.ce.gov.br.

Na relação dos dez últimos no ranking, ou seja, aqueles municípios que obtiveram piores resultados relativos no IDM no seu respectivo ano, em 2016 cinco municípios se mantiveram neste grupo como em 2014, enquanto Potengi, Ererê, Saboeiro, Arneiroz e Baixio passaram a integrá-lo. É possível observar que Catarina não mudou de posição e continua como o município com pior resultado do IDM. Já Aiuaba (+2), Umari (+2) e Pires Ferreira (+7) melhoraram de posição com relação a 2014. No entanto,  os municípios de Potengi (-23), Ererê (-68), Saboeiro (-7), Arneiroz (-9), Ibaretama (-1) e Baixio (-9) pioraram relativamente suas posições em relação a 2014.

Entre 2014 e 2016, o município que mais avançou foi Milagres, ganhando 89 posições no ranking (passou da posição 168 em 2014 para a posição 79 em 2016). Já o que perdeu mais posições foi Itapiúna, passando da posição 70 em 2014 para a posição 147 em 2016, ou seja, perdeu 77 posições. Cláudio André Gondim Nogueira, diretor de Estudos de Gestão pública do Ipece, que juntamente com Aprígio Botelho Lócio e Cleyber Nascimento de Medeiros, elaborou o estudo comparativo, afirma que é particularmente difícil explicar o motivo de variações tão extremas nos posicionamentos, pois, tanto mudanças em vários indicadores como variações nas cargas fatoriais (que ajudam a formar o índice) podem ter contribuído para isto. Outro fator que impossibilita apontar o motivo da melhora ou piora de posição de um município é o fato de que esta mudança também depende da melhora ou piora dos outros municípios.

De acordo com a IDM, os municípios são agrupados em quatro classes distintas, efetuando-se uma diferenciação entre eles de acordo com os seus níveis de desenvolvimento. Ele observa que essa separação é feita de forma relativa e não absoluta, isto é, tenta-se colocar no mesmo grupo aqueles que possuem níveis semelhantes de desenvolvimento na comparação com os demais, variando essas classes de ano para ano. O Ipece/Informe também analisa a distribuição por classe do IDM; a distribuição regional e também do IDM com base nos grupos de indicadores.

Clique aqui para acessar o Ipece Informe Nº 120 – Análise Comparativa das Distribuições dos Municípios Cearenses Segundo o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) – 2014 e 2016.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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