Ipece publica estudo que mostra os dez maiores e menores desempenhos dos municípios do Ceará nas áreas de economia, social, demografia e infraestrutura

25 de outubro de 2017 - 15:05

O Produto Interno Bruto (PIB) de Fortaleza atingiu o valor de R$ 56.728.828 mil, equivalendo a 45 por cento do PIB do Estado em 2014, enquanto que em 2010 esse percentual era de 46,64 por cento, o que demonstra que ocorreu uma pequena desconcentração da atividade econômica cearense no período analisado quando comparado o PIB da capital com o do interior.. As maiores participações do PIB do Estado, além de Fortaleza, que ocupa a primeira colocação, são dos seguintes municípios: Maracanaú (5,35 por cento), Caucaia (4,3 por cento) e Sobral (3,01 por cento). Enquanto isso, os municípios de Pires Ferreira, General Sampaio, Ererê, Arneiroz, Umari, Potiretama, Senador Sá, Baixio, Pacujá e Granjeiro detiveram menos de 0,05 por cento de participação. Os dados estão no Painel de Indicadores Socioeconômicos: Os 10 maiores e os 10 Menores Municípios Cearenses – 2017, que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).   O trabalho, que tem 48 páginas e como autores Cleyber Nascimento de Medeiros, Fátima Juvenal de Sousa, Kathiuscia Alves de Lima e Jáder Ribeiro de Lima, apresenta um comparativo dos maiores e menores municípios cearenses em relação a indicadores das áreas de demografia, saúde, educação, infraestrutura e economia. De acordo com o diretor Geral do Instituto, professor Flávio Ataliba, a publicação possibilita uma avaliação dos municípios cearenses no tocante a questões sociais e econômicas. “O Ipece amplia a disponibilização de informações geográficas e socioeconômicas sobre o estado do Ceará e seus municípios, reassegurando seu compromisso de fornecer informações para o governo e para a sociedade cearense” – afirma.

Na área social, os municípios com as maiores taxas de mortalidade infantil por mil nascidos vivos em 2016, de acordo com o trabalho, foram Pereiro (43,48), Ipaumirim (42,37), Ibaretama (42,25), Senador Pompeu (39,60) e Catunda (38,96), com índices três vezes maior que a média do Estado. Em contrapartida, os municípios de Limoeiro do Norte (2,59), Orós (3,48), Eusébio (4,00) e Morada Nova (4,21) possuíram índices bem abaixo da média, evidenciando melhores condições de saúde infantil. Já a taxa de escolarização no ensino médio no Ceará passou de 47,80 por cento em 2010 para 54,23 por cento em 2016, revelando um crescimento relativo de 13,45 por cento no período. Os municípios com melhores desempenhos em 2016 foram Pacujá (100,00 por cento), Sobral (83,82 por cento e  Redenção, com 79,96 por cento.

Já no que se refere à infraestrutura, o estudo revela que, no tocante ao consumo de energia elétrica, dos dez maiores municípios sete situam-se na RMF, excetuando-se Sobral, Juazeiro do norte e Aracati. Estes municípios respondem por 63,31 por cento do consumo de energia elétrica em 2016, salientando-se que somente a capital é responsável por 37,74 por cento. Por sua vez, os municípios de Granjeiro, Senador Sá, Potiretama, Baixio e Altaneira possuíram os menores consumos de energia elétrica neste ano, com valores menores a 4.000 mwh. No período de 2011 a 2015, o número de ligações ativas de água passou de 1.393.477 para 1.613.578 no Ceará, representando um crescimento de 15,80 por cento. Os municípios com as maiores concentrações de ligações ativas em 2015 foram Fortaleza (47,50 por cento), Juazeiro do Norte (5,24 por cento), Caucaia (2,47 por cento), Maranguape (1,65 por cento) e Itapipoca (1,38 por cento).

Clique aqui e acesse Os 10 maiores e os 10 Menores Municípios Cearenses – 2017.

Assessoria de Comunicação do Ipece
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