Boletim do Ipece que analisa conjuntura econômica garante que “pior da crise ficou para trás”

25 de setembro de 2017 - 13:07

O segundo trimestre de 2017 sugere o início de um novo momento para indústria cearense, já que, após longos períodos de encolhimento, a produção voltou a se expandir. Mas todos querem saber se o crescimento é de fato uma nova realidade ou se “trata apenas de algo casuístico”. Para os autores do  Boletim da Conjuntura Econômica Cearense (2º trimestre de 2017), o pior da crise ficou para trás. O trabalho, com 55 páginas, foi lançado, na manhã de hoje (25), pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

O Boletim chama atenção para o fato de não ser possível assegurar que oscilações não ocorram e que taxas negativas voltem a ser registradas, muito embora períodos seguidos de contração não devam mais existir. Para a sustentabilidade do processo de recuperação da indústria cearense, algumas de suas características contribuem para que este apresente uma consistência relativamente maior. “O longo período de contração reduziu bastante o nível do ponto partida da retomada e isso, por si só, já deve favorecer a continuidade de uma recuperação cíclica” – afirma o professor Flávio Ataliba, diretor Geral do Ipece.

O economista Adriano Sarquis, coordenador Geral do Ipece Conjuntura – Boletim da Conjuntura Econômica Cearense e um dos apresentadores do estudo, a longa contração pode também ter eliminado empresas ineficientes, preservando aquelas mais competitivas e isso pode contribuir para uma expansão de maior qualidade. Ele observa que a retomada cearense está apoiada em um crescimento mais difuso entre as atividades industriais e, em especial, entre aquelas tradicionais e importantes para o parque local. Tal quadro reduz a fragilidade do processo em relação a um cenário alternativo, no qual apenas poucas atividades apresentassem expansão.

A continuidade da inflação em patamares baixos, assim como a taxa de juros, aliado a um processo de recuperação financeira por parte dos consumidores, pode recolocar o consumo das famílias como um elemento importante nesta recuperação da economia, pelo menos no curto prazo. Se esse quadro se confirmar, a indústria local, dado o seu perfil de produção, pode ser relativamente mais beneficiada. A continuidade da inflação em patamares baixos, assim como a taxa de juros, aliado a um processo de recuperação financeira por parte dos consumidores, pode recolocar o consumo das famílias como um elemento importante nesta recuperação da economia, pelo menos no curto prazo. Se esse quadro se confirmar, a indústria local, dado o seu perfil de produção, pode ser relativamente mais beneficiada.

O documento apresenta análises do cenário econômico internacional e nacional, os quais serviram de parâmetros para reflexão sobre o desempenho da atividade econômica do Ceará. A publicação tem como objetivo atender a demanda do setor público e privado por informações de curto prazo da economia cearense. O Boletim contempla uma série de seções envolvendo indicadores que traduzem o dinamismo conjuntural da economia cearense a partir das três grandes atividades: agropecuária, indústria e serviços. No caso dos serviços, sua análise comporta a Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS) e o comércio varejista (comum e ampliado). O Mercado de Trabalho tem como base a PNAD contínua do IBGE e a evolução do emprego formal a partir dos dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Comércio Exterior e Finanças Públicas são outras duas seções que analisam os referidos temas.

O Boletim Ipece Conjuntura tem como autores os analistas de políticas públicas  Daniel Suliano; Adriano Sarquis; Alexsandre Lira Cavalcante; Ana Cristina Lima Maia Souza; Nicolino Trompieri Neto; Paulo Pontes e Witalo de Lima Paiva  –  e como colaboradores  Heitor Gabriel Silva Monteiro; Lilian de Sousa Pereira e  Matheus dos Santos Carvalho –  e é composto por seis capítulos:

  • 1) Panorama internacional da economia brasileira;
  • 2) Atividade econômica cearense;
  • 3) Mercado de trabalho;
  • 4) Comércio exterior;
  • 5) Finanças públicas e
  • 6) Considerações gerais.

Clique aqui e acesse o Boletim da Conjuntura Econômica Cearense (2º trimestre de 2017).

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Assessoria de Comunicação do Ipece
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