Cresce a participação do PIB cearense, que passou de 1,93% em 2002 para 2,18% em 2014, revela estudo do Ipece

20 de setembro de 2017 - 10:29

Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará alcançou a marca de R$ 126 bilhões, representando uma participação de 2,18 por cento no valor do PIB nacional, enquanto que este índice era, em 2002, de 1,93 por cento. O número de 2014 revela aumento da participação estadual na riqueza nacional, fruto de uma expansão acumulada superior de 62,62 por cento para o Estado comparado ao crescimento acumulado do país, de 50,73 por cento (12 meses). A participação do PIB estadual também cresceu dentro da região Nordeste, que apresentou crescimento acumulado de 58,78 por cento na mesma comparação.  Esses e outros dados estão no trabalho Produto Interno Bruto – PIB do Ceará nas Óticas da Produção e da Renda – 2002/2014 (setembro de 2017), que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

De acordo com o documento, elaborado pelos analistas de Políticas Públicas Alexsandre Lira Cavalcante; Ana Cristina Lima Maia Souza; Daniel Suliano; Nicolino Trompieri Neto e Witalo de Lima Paiva, como consequência de diferentes dinâmicas observadas nos três principais setores da economia, é possível perceber mudanças significativas de participação entre os anos de 2002, quando os serviços participavam com 69,82 por cento do Valor Adicionado Bruto (VAB) estadual e passou a participar com 75,64 por cento em 2014, mostrando que o Ceará é cada vez mais uma economia de serviços. Mesmo assim, o Estado ainda apresenta uma colocação ruim ao apresentar o quinto menor PIB per capita nacional, de R$ 14.255, superado pela própria média da região Nordeste, que é de R$ 14.329, apresentando apenas metade do valor do PIB per capita nacional.

Na análise por setores e atividades, a agricultura cearense foi destaque por registrar o maior crescimento acumulado no período de 2010 a 2014, na comparação com o Nordeste e o país. Apesar disso, essa atividade vem perdendo participação dentro da agropecuária, em especial para a atividade de produção florestal, pesca e aquicultura. Ressalte-se que esta última atividade registrou uma participação de 3,41 por cento no VAB do país e 17,7 por cento do VAB nordestino no ano de 2014, revelando uma vantagem comparativa no estado. Já a indústria geral vem perdendo também participação na estrutura produtiva nacional, regional e local nos últimos anos, alcançando o patamar abaixo dos vinte por cento de participação no Nordeste e no Ceará em 2014.

Essa perda de participação da indústria cearense ocorreu principalmente em função do retrocesso observado dentro da indústria de transformação, que apontou a maior perda de participação dos últimos doze anos dentro da indústria estadual.  O documento afirma que a construção civil vem ganhando notória participação dentro do Valor Adicionado do referido setor. Com isso, o resultado marcante é que a indústria geral perdeu força no Brasil, mas ganhou força no Nordeste, puxada principalmente pela Construção civil que aumentou sua participação dentro da referida região. No tocante aos serviços, esse setor registrou a maior participação no VAB cearense em 2014. Essa expansão é explicada principalmente pelo forte crescimento nas atividades de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; Transporte, armazenagem e correio; Alojamento e alimentação; Informação e comunicação; Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; Atividades imobiliárias; Serviços prestados às empresas o que resultou em aumento de importância dessas atividades no país e na região.

Sob a ótica da renda, é possível afirmar que a participação da remuneração na renda cresceu de 45,3 por cento em 2010 para 47,3 por cento em 2014. Neste mesmo ano, a região Nordeste apresentava participação idêntica, enquanto que o Brasil participava somente com 43,5 por cento deste componente da renda. Com isso, a participação das remunerações do Ceará e do Nordeste aumentou no total das remunerações pagas no país. No primeiro caso, elas passaram de 2,2 por cento para 2,4 por cento e, no segundo, de 14,7 por cento para 15,1 por cento, ambas na comparação dos anos de 2010 e 2014.

Clique aqui e acesse o trabalho Produto Interno Bruto – PIB do Ceará nas Óticas da Produção e da Renda – 2002/2014 (setembro de 2017).


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