Setor de serviços no Ceará tem queda de 2,2% em junho de 2017

22 de agosto de 2017 - 11:36

O volume de vendas do setor de serviços cearense registrou queda (ajustada sazonalmente) de 2,2 por cento em junho de 2017 em relação a maio. Na comparação com junho de 2016, ocorreu uma queda significativa no volume de vendas dos serviços cearenses: -7,9 por cento, refletindo um momento bastante difícil vivido pelo setor, dado que em junho de 2016 também foi registrada queda também nacionalmente, de -3,4 por cento. Os dados estão no Enfoque Econômico nº 156 – Desempenho do de Serviços em Junho de 2017, publicado Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

Elaborado por Alexsandre Lira Cavalcante, analista de Políticas Públicas e Heitor Gabriel Silva Monteiro, o documento revela que em junho ocorreu a quinta queda mensal consecutiva no volume de vendas dos serviços cearenses, com aumento significativo da taxa de variação. Em junho de 2017, diferentemente do que ocorreu no Ceará, o setor no país, cresceu 1,3 por cento. O documento mostra que não apenas o volume de vendas dos serviços, mas também sua receita nominal de vendas, que é influenciada pela variação nos preços, registrou queda no mês de junho de 2017 comparada a junho de 2016.

Como resultado das involuções mensais sucessivas, o setor de serviços cearense acumulou queda no segundo trimestre de 2017 de 7,9 por cento em relação ao primeiro trimestre do ano, confirmando um quadro de piora nas vendas do setor para o referido período. O aumento da intensidade das quedas mensais a partir de fevereiro de 2017 fez com que o volume de vendas do setor de serviços registrasse um decréscimo acumulado de 4,3 por cento até junho do referido ano, superior à registrada em igual período de 2016.

O trabalho tem como base a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), cujo objetivo é produzir indicadores que permitam o acompanhamento da evolução conjuntural do setor de serviços empresariais não-financeiros e de seus principais segmentos. São consideradas, no âmbito da pesquisa, todas as empresas de serviços que possuam 20 ou mais pessoas ocupadas, ou seja, 12.225 empresas, cuja receita bruta de serviços, sem dedução de impostos e contribuições incidentes, abatimentos e descontos incondicionais, provenha, predominantemente, da atividade de prestação de serviços, que estejam em situação ativa no Cadastro Central de Empresas  (Cempre) do IBGE e sediadas no Território Nacional.

Clique aqui e acesse o Enfoque Econômico – Nº 156 – Desempenho do setor de serviços em junho de 2017

Assessoria de Comunicação do Ipece

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