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Ceará é o 10º no ranking nacional de coerção sexual entre alunos do 9º ano do ensino fundamental; Roraima lidera
Qua, 16 de Maio de 2018 10:01

O Ceará ocupa a 10ª posição no ranking de coerção sexual entre escolares do 9º ano do ensino fundamental dentre os 26 estados e o Distrito Federal, com índice de 4,44 por cento, resultado ligeiramente acima da média nacional, de 4,00 por cento. No entanto, no Nordeste, o Ceará está em segundo lugar, abaixo apenas do Maranhão, com 5,15 por cento. Os números estão no Enfoque Econômico nº 185 – A violência sexual na adolescência: evidências para o Ceará a partir da PeNSE 2015, trabalho que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

Os maiores índices de violência sexual são registrados em Roraima, que ocupa a primeira colocação, com 7,27 por cento; Amazonas (6,26 por cento); Mato Grosso (5,17 por cento); Maranhão (5,15 por cento); Rondônia (4,85 por cento); Tocantins (4,80 por cento); Pará (4,56 por cento); Amapá (4,55 por cento): Acre (4,45 por cento).  Os menores resultados estão em estão em Alagoas (2,72 por cento); Pernambuco (2,93 por cento) e Rio de Janeiro, com 2,95 por cento. A classificação por regiões é a seguinte: Norte, com 5,22 por cento; Centro-Oeste, com 4,28 por cento; Sul, com 3,82 por cento; Nordeste, com 3,50 por cento e a menor, Sudeste, com 3,82 por cento.

Outra informação importante do trabalho, que tem como autores Victor Hugo de Oliveira, analista de Políticas Públicas, e a Técnica Rayén Heredia Peñaloza, ambos da Diretoria de Estudos Sociais (Disoc) do Ipece, diz respeito aos perpetradores da violência sexual. Dentre uma amostra de 160 estudantes que afirmaram ter sofrido coerção sexual no Ceará (81 do sexo feminino e 79 do sexo masculino), a maioria (31,90 por cento) partiu de amigo (a); 28,75 por cento de ex/namorado(a); 20,63 por cento de outro familiar; 11,9 por cento de desconhecido(a); 6,25 por cento de pais/responsáveis, e 7,5 por cento de outros.

Tais índices, porém, mudam quando a avaliação é feita por sexo. Levando em consideração a mesma amostra, mas com  relação ao sexto feminino (81), a maioria das entrevistadas afirmou haver sofrido tal violência de algum familiar que não represente a figura paterna/materna (33,33 por cento). Em segundo lugar estão os casos onde o perpetrador estabelecia uma relação íntima com a vítima (namorado ou ex/namorado), com uma proporção de 24,69 por cento, seguidos pelos casos nos quais o perpetrador era considerado amigo da vítima (22,22 por cento). Enquanto os casos relatados nos quais o perpetrador era um desconhecido somaram 17,28 por cento, a proporção de casos nos quais o perpetrador é o pai/responsável é de 7,41 por cento. E aquela na qual o perpetrador é um conhecido, mas sem nenhuma relação afetiva próxima apresenta a minoria de 4,94 por cento dos casos.

Mas, nos casos onde a vítima é um estudante do sexo masculino, as maiores proporções estão onde o abuso foi do tipo extra familiar, isto é, onde o perpetrador era considerado um amigo (41,80 por cento), um namorado/ex namorado (32,91 por cento), algum outro conhecido (10,12 por cento) e um completo desconhecido (6,33 por cento). Quanto ao abuso intrafamiliar, as proporções de abusos onde o perpetrador era o algum dos pais/responsáveis e outros familiares são de 5,06 por cento e 7,60 por cento, respectivamente. O documento observa que os percentuais não se referem a uma distribuição de frequência por tipo de perpetradores, pois o adolescente pode ter sido vitimado mais de uma vez e por diferentes perpetradores ao longo de sua vida.


PESQUISA

Publicada pelo IBGE, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2015 apresenta, dentre outros fatores de risco e proteção à saúde, algumas estatísticas relacionadas à violência sexual reportada pelos estudantes, tanto para o sexo feminino, quanto masculino, devidamente matriculados no 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas em todo o país. Considerando que em 2015, foram entrevistados 100.497 estudantes brasileiros, dos quais, 51.998 eram do sexo feminino, com a prevalência de 4,42 por cento (81 estudantes) de vítimas de coerção sexual entre jovens do sexo feminino, o Ceará ocupa a 15ª posição quando comparado aos outros estados brasileiros. Apesar de ser menos frequente, a violência sexual entre o sexo masculino não deve ser considerada menos importante. Além disto, segundo a Organização Mundial de Saúde (2002), a maior probabilidade de ocorrência é justamente entre crianças e adolescentes.

Clique aqui e acesse o Enfoque Econômico Nº 185 - A Violência Sexual na Adolescência: Evidências para o Ceará a partir da PeNSE 2015.


Assessoria de Comunicação do Ipece
(85) 3101.3509
 

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