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Crescem exportações de pedras cearenses
Sex, 11 de Maio de 2018 05:03

As exportações de pedras brutas cearenses - ao analisar a série 2006 a 2017 - cresceram mesmo nos anos de crise de 2008 e 2009. No entanto, nos anos de 2011 e 2012 ocorreu queda no valor exportado. A partir de 2013 é possível observar uma trajetória consistente de recuperação até 2016, quando foi alcançado o maior valor da série (US$ 12,6 milhões), voltando a registrar uma leve queda em 2017. No período acumulado de 2006 a 2017, as exportações de pedras ornamentais brutas apresentou crescimento de 317,4 por cento. As constatações estão no Ipece/Informe (nº 127) – maio de 2018 – Dinâmica das Exportações do Setor de Pedras Ornamentais: Uma análise para o Brasil e o Ceará no período de 2006 a 2017, que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.

Com relação às pedras ornamentais beneficiadas ocorreu declínio nos quatro primeiros anos da série até 2009, respondendo negativamente ao impacto da crise. Porém, já a partir de 2010 (US$ 5,15 milhões) o valor exportado de pedras ornamentais beneficiadas cearenses cresceu bastante, influenciado principalmente pelo aumento exportado de granito. Em 2017, a exportação cearense de pedras ornamentais beneficiadas atingiu o maior valor da série (US$ 14,46 milhões), voltando a superar o valor exportado de pedras ornamentais brutas nos dois últimos anos da série. O trabalho tem como autores Ana Cristina Lima Maia, assessora Técnica, e Alexsandre Lira Cavalcante, analista de Políticas Públicas, ambos do Ipece, e colaboração dos estagiários Heitor Gabriel Silva Monteiro e Lilian de Sousa Pereira.

Ao analisar a relação de valor exportado é possível verificar, segundo Ana Cristina, que na maioria dos anos a participação das vendas de pedras ornamentais beneficiadas é maior do que as vendas de pedras ornamentais brutas. Em 2006, a participação das exportações de pedras ornamentais brutas era de 23,1 por cento do total das exportações de pedras ornamentais e que em 2017 essa participação saltou para 45,6 por cento, ainda se mantendo abaixo das exportações de pedras ornamentais beneficiadas, que registrou participação de 54,4 por cento, indicando perda de participação dos produtos de maior valor agregado, fato esse não observado no Brasil.

No conjunto das exportações de pedras ornamentais brutas cearenses em 2017, o granito respondeu por 64 por cento do valor total exportado, seguido por quartzito, que participou com 35 por cento, e mármore que contribuiu com apenas 1 por cento. Pela ótica da quantidade, a participação de granito é ainda maior, sendo de 74 por cento, seguido por quartzito 25 por cento, e mármore com apenas 1 por cento. Essa diferença de participação entre o valor e quantidade indica que o preço médio do quartzito bruto é maior que o preço médio do granito bruto.

O trabalho mostra que, no tocante ao valor exportado do grupo de pedras ornamentais beneficiadas, foram exportados apenas granito (91 por cento) e cantaria (9 por cento), em 2017. Com relação à quantidade exportada, granito amplia sua participação para 96 por cento e cataria reduz sua participação para 4 por cento. Essa diferença de participação entre o valor e a quantidade indica que o preço médio das pedras de cantaria beneficiadas é maior que o preço médio do granito beneficiado.

No grupo das pedras ornamentais brutas o destaque é para o quartzito cearense, que respondeu por 13,04 por cento das exportações nacionais em 2017, seguido pelas participações de granito bruto (4,37 por cento) e mármore bruto (2,06 por cento). A participação do mármore cearense foi decrescente e a do granito foi crescente ao longo da série. Por sua vez, o quartzito, que não participava da pauta cearense até 2010, passou a registrar a maior participação estadual nesse tipo de pedra.

Já no grupo das pedras ornamentais beneficiadas, destaca-se o granito beneficiado que registrou participação de 2,09 por cento, seguido pela participação de pedra de cantaria cuja participação saltou de 0,03 por cento, em 2006, para 0,83 por cento, em 2017. Vale ressaltar que o mármore beneficiado deixou de ser exportado em 2017.


EXPORTADORES

O Espírito Santo é o maior exportador de pedras ornamentais brutas do país, responsável por aproximadamente 48 por cento das vendas externas nacionais desse grupo de produtos. Minas Gerais está na segunda posição com participação de 31,3 por cento. Bahia e Ceará aparecem em seguida, com participações de 5,9 por cebnto e 5,5 por cento, respectivamente. Esses quatro primeiros estados responderam por 90,1 por cento do valor das exportações de pedras ornamentais brutas do Brasil. As exportações cearenses de pedras ornamentais brutas somaram US$ 2,9 milhões em 2006, aumentando para US$ 5,5 milhões em 2012, e encerrou a série com o montante de US$ 12,1 milhões exportado em 2017, o que representa um notável incremento ao se comparar ao longo prazo. O estado tornou-se assim o quarto maior exportador brasileiro de pedras ornamentais brutas e o segundo maior da região nordeste.

Os principais estados exportadores de pedras ornamentais beneficiadas são: Espírito Santo (89,7 por cento), Minas Gerais (6,8 por cento) e Ceará (1,6 por cento).  Nas vendas desse produto, o Ceará superou as vendas de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná, visto que estes estados tiveram queda do valor exportado ao contrário do Ceará, que alavancou suas exportações. Entre 2006 e 2017, o valor exportado cearense aumentou 50 por cento, sendo o estado que mais expandiu as exportações de pedras beneficiadas nesse período. Dentre os principais estados exportadores de pedras ornamentais beneficiadas, apenas Ceará e Espírito Santo registraram crescimento nas vendas externas.

Clique aqui para acessar o Ipece Informe Nº 127 - Dinâmica das Exportações do Setor de Pedras Ornamentais: Uma análise para o Brasil e o Ceará no período de 2006 a 2017.


Assessoria de Comunicação do Ipece
(85) 3101.3509
 

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