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Exportações do Ceará crescem 62,48% em 2017 e produtos siderúrgicos foram responsáveis por 51,11% do total
Seg, 15 de Janeiro de 2018 13:05

Em 2017, as exportações do Ceará somaram US$ 2,10 bilhões, representando crescimento de 62,48 por cento em relação a 2016, quando foi registrado US$ 1,29 bilhão. Dos itens da pauta de exportações,  o de Produtos Metalúrgicos, com valor de US$ 1,07 bilhão, foi responsável por  51,11 por cento do total exportado pelo Estado. Esse aumento ocorreu devido a atuação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que completou um ciclo anual de exportação. O volume exportado pela  CSP influenciou fortemente o setor metalúrgico nacional. Atualmente, o Ceará é o maior exportador nacional de produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado - de seção transversal retangular, que tenham, em peso, menos de 0,25 por cento de carbono.

Já as importações cearenses resultaram, no ano passado, em US$  2,24 bilhões, registrando queda de 35,72 por cento com relação ao ano de 2016 (US$ 3,48 bilhões). Com os resultados, a corrente de comércio totalizou US$ 4,35 bilhões, valor inferior ao ano anterior em  decorrência da redução das importações, que em 2016 teve valor atípico devido as importações de máquinas e equipamentos para instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém. O saldo da balança comercial cearense encerrou o ano de 2017 ainda negativo em US$ 140 milhões, porém esse valor é o menor dos últimos dez anos.

A participação das exportações do Ceará ao  longo do período de 2008 a 2017  oscilou bastante, quando em 2012 registrou o menor nível do total exportado pelo Brasil, que foi de 0,52 por cento. No entanto, nos dois últimos anos o valor da participação aumentou, encerrando o ano de 2017 com 0,97 por cento, o maior da série. A participação das exportações cearenses no total do Nordeste atingiu o menor nível também em 2012, com 6,75 por cento, mas em 2017 chegou a 12,54 por cento. Os dados constam do  Ipece Informe - Desempenho do Comércio Exterior do Ceará em 2017 (Nº 123 – janeiro de 2018), que o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, disponibiliza hoje (15) na página www.ipece.ce.gov.br.

De acordo com Ana Cristina Lima Maia, assessora Técnica do Ipece, que elaborou o documento,  a participação das importações do Ceará, no total do Brasil, apresenta uma evolução mais nítida de crescimento entre os anos de 2008 e 2015. Em 2016 registrou a maior participação, com 2,54 por cento, mas em 2017 voltou para um patamar menor, encerrando o ano com 1,49 por cento. No total das importações do Nordeste, o Ceará fechou o ano de 2017 com participação de 11,55 por cento. A balança comercial brasileira apresentou ótimo desempenho em 2017, quando as exportações somaram US$ 217,3 bilhões e as importações o total de US$ 150,7 bilhões. Esses valores representaram crescimento de 17,5 por cento das exportações e 9,6 por cento das importações, ambos comparados com o ano de 2016.

 

EXPORTAÇÕES

O grupo Calçados foi o segundo mais exportado, com valor de US$ 312,9 milhões, com participação de 14,9 por cento. As exportações de calçados em 2017 apresentaram um pequeno aumento, com variação de 7,61 por cento, influenciado tanto pelo aumento de preço como pelo aumento da quantidade. Couros e peles e Castanha de caju aparecem no terceiro e quarto lugar na pauta exportadora cearense, ambos registraram queda no valor exportado, de 16,7 por cento e 11,1 por cento, respectivamente. Também registrou redução no valor exportado as Frutas (-26,5 por cento); vale ressaltar a crise hídrica no Ceará afetou a produção de frutas, comprometendo também as exportações. As exportações de Produtos Têxteis também tiveram queda (-22,3 por cento), indicando que o setor continua com dificuldade para exportar. O setor de alimentos e bebidas registrou crescimento de 2,7 por cento e vem sendo visto como um segmento promissor para a exportação do Ceará. O setor de Combustíveis minerais também passou por elevação (16,3 por cento), bem como a exportação de Lagosta: 17,1 por cento.


 

IMPORTAÇÕES

Em 2017,  o grupo de Combustíveis Minerais liderou a pauta de importação cearense, com valor de US$ 867 milhões, respondendo assim, por 38,5 por cento. Os principais produtos importados pelo grupo foram Hulha betuminosa (tipo de carvão mineral) e Gás natural liquefeito (GNL). Esses produtos são utilizados como insumo para a CSP e para a Termelétrica do Pecém. Os Produtos da Indústria Química foram o segundo maior grupo importado, com participação de 10,2 por cento (US$ 228,8 milhões). O grupo Cereais foi o terceiro mais importado, com valor de US$ 208,4 milhões. As importações de Reatores Nucleares, Máquinas e suas partes somaram US$ 177,7 milhões, representando 7,9 por cento das aquisições cearenses. Dentre os principais produtos importados pelo Estado, apresentaram queda: Cereais (-5 por cento);Máquinas e materiais elétricos (-67,8 por cento) e Reatores Nucleares (-89,4 por cento), quando comparados com 2016.  Couros e Peles (207 por cento) foi o setor que registrou maior crescimento nesse grupo, seguido por Castanha de caju (183 por cento) e Combustíveis Minerais (75 por cento).

Clique aqui e acesse o IPECE Informe Nº 123 - Desempenho do Comércio Exterior do Ceará em 2017.



Assessoria de Comunicação do Ipece
(85) 3101.3509
 

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